leram-me

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Carta ao Pai Natal

19 de dezembro de 2012

Querido pai Natal,

Espero que estejas bem de saúde e que tenhas começado a tomar os comprimidos para a memória.
Eu estou bem, obrigada! Este ano portei-me bem, à semelhança dos anteriores...apesar disso não me trazer grandes benefícios...enfim!
Devo confessar que estou um pouco aborrecida contigo, já que TODOS os anos faço o meu papel de tua ajudante muito bem e tu esqueces-te de mim ano após ano. Trato dos presentes (já que a tua idade avança e todos sabemos que a idade e a memória não são os melhores amigos...), pratico o bem e sou amiga do meu amigo...e por vezes até do meu inimigo! Tenho tido calma e paciência (apesar das más línguas que dizem que eu não as tenho, mas não sabem do que falam...) e vou ultrapassando o melhor que sei as adversidades que se atravessam no meu caminho. 
No ano passado pedi-te apenas uma coisa! Uma só...não fui gananciosa e nem sequer pedi a paz mundial, já que sei que isso é o que tu queres há muito! O meu pedido nem sequer tinha de ser entregue no sapatinho, naquela noite...tinhas os 365 dias seguintes para mo entregar...esperei com toda a calma e paciência que tinha no corpo, mas o certo é que, mais uma vez, te esqueceste de mim! E assim não vale! Não quero jogar mais ao Pai Natal e aos ajudantes! Por isso este ano não fiz o teu trabalho! Não comprei nenhum presente! Essa é a TUA tarefa! Eu cá virei costas ao consumismo e vou viver o Natal, que é supostamente a festa da família, com a família, dando unicamente o meu amor como presente! Todos me dizem que não vai ser a mesma coisa, mas acho que alguém tem de te dar uma lição! Como podes depreender, este ano não quero que me tragas nada. E se a memória já não faz nada por ti, em vez de teres uma lista dos meninos bem e mal comportados(que a meu ver também já vais confundindo...), arranja uma lista do que tens para fazer! (Não leves a mal...continuo a gostar de ti na mesma...)

Bem, e assim me despeço, com os votos de um santo Natal para ti e para os teus...

Su

sábado, 15 de dezembro de 2012

Pseudo-Fim de Semana

Esta semana não há fim de semana! Festas de natal (nas escolas) para organizar hoje e amanhã e atuações para cumprir a preceito! Vidas...

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Manter a magia dá trabalho...mas é imperativo!

No meio de uma "acesa discussão" sobre a existência do Pai Natal, na sala do 3º ano, eis que uma aluna se insurge. E o que me retratou emocionou-me, pois percebi o esforço que um pai ou uma mãe por vezes fazem para manter a magia viva no coração dos seus filhos. 
"Olha professora eu SEI que o Pai Natal existe...sabes porquê? No ano passado, fui passar o Natal a casa dos meus avós. E quando estávamos a jantar, um vizinho nosso ligou para os meus avós para avisar que o nosso alarme estava a tocar. Fomos todos a minha casa e o portão estava fechado...estava tudo trancado como tínhamos deixado. Mas depois, quando entrámos em casa, no chão da sala, perto do pinheiro, tinha duas pegadas de botas...e tinha um presente debaixo da árvore, que não estava lá quando nós saímos para os meus avós. Oh professora...se o Pai Natal não existisse, como é que o alarme ia tocar sem ninguém entrar em casa? E as pegadas? E o presente? Nós estávamos todos na casa dos meus avós...por isso é óbvio que ele existe!"

Posto isto, não importa se é uma época comercial...se o Pai Natal é inventado e só traz comercialismos com ele...o que interessa é que a magia de acreditar em algo que não se vê, não se toca, não se percebe e não se explica é maior que tudo o resto! 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Está confirmado!

Afinal o mundo não acabou a 12-12-12 pelas 17 horas (admira-me que não tivessem previsto às 12:12)! Resta-nos aguardar pelo dia 21...(seria uma pena, visto ser uma sexta feira e o Natal estar à porta!) 

Mundo, se é para acabares...

acaba rápido, que ainda tenho umas coisas para fazer...e assim não fazia!


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Natal Vintage

Naquele tempo os olhos de criança funcionavam como verdadeiras lupas...o colo do pai era enorme e reconfortante. A mãe era a mais bela das mulheres. O avô era tão, mas tão alto, como uma torre...e eram precisos bicos de pés e umas costas curvadas para que o abraço se desse. A comida da avó era a mais saborosa iguaria de todas e o Natal dos Hospitais era um programão! A mesa de Natal parecia não ter fim...e onde hoje mal cabem 8, cabiam 20! O presépio estendia-se por metros e metros sem fim, (quando na realidade ocupavam a superfície de uma cristaleira). Os pinhões eram retirados das pinhas, apanhadas a custo, dos pinheiros que pareciam tocar o céu... e aos quais subíamos com uma estranha facilidade. 
Naquele tempo o sonho comandava a vida e a leveza dos dias ajudavam à crença numa vida boa e feliz.  
Hoje as concretizações são muito poucas...os sonhos não passam disso mesmo. As pessoas imprescindíveis passaram a memórias e a mesa de Natal está cada vez menor. O Natal dos Hospitais banalizou-se e dá em todos os canais. O presépio já não tem lugar na cristaleira e resumiu-se a 3 imagens...e os pinhões são pagos a preço de ouro e saem de invólucros de plástico, de uma qualquer prateleira de um hipermercado. 
Naquele tempo os dias passavam mais devagar...hoje, atropelam-se e sobrepõem-se uns aos outros, com ânsia de cada um ser mais rápido que o outro...e mais vazio de tudo.
Quero muito um Natal Vintage...com as cores daquele tempo em que a inocência me fazia sonhar mais!

domingo, 9 de dezembro de 2012

Será?

Se é verdade que só colhemos o que plantamos..vejo-me forçada a concluir que só devo ter andado a plantar m**** desde 1977! Era só isto...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

E depois...

...chega aquele inevitável momento em que sentes a força do desânimo... em que os desaires têm mais força...em que tudo o que não conquistaste te assombra...em que tudo o que ficou na gaveta te envergonha por não tentares só mais uma vez...

domingo, 2 de dezembro de 2012

Coisas que só me acontecem a mim, parte 2

Queria ir ao cinema, mas não me apetecia pagar dois bilhetes. O casal amigo que ia connosco tinha cartão Zon...nós não! Mas isto não é coisa para me impedir. Ora vai de pedir um cartão emprestado. Na dúvida se me pediriam identificação do titular do cartão, decidi perguntar ao funcionário que me atendeu, na reserva de bilhetes:
"Diga-me uma coisa, por favor. Se eu quiser usar um cartão Zon que não é meu, que documentos tenho de levar, do titular?" (ainda numa de ser honesta)
"Menina, o cartão só pode ser usado pelo titular, esposa e filhos..." 
"Ah...mas o cartão é do meu marido e eu vou ao cinema sem ele...que documento devo levar dele?" (armei-me em chico-esperta em 3 tempos...)
"Dele não precisa levar nada...apresenta a sua identificação!"
"Mas não tenho nenhum documento onde conste o nome do meu marido!"
"Não???" (incrédulo)
"Não...!" (mais incrédula ainda que ele)
"Mas o apelido comprova!"
"Qual apelido?
"O dele...não tem o apelido dele no seu nome?"
"...Não..." 
"E é mesmo casada com ele???!" (inacreditável, eu sei...)
"Sou..." 
"Então se calhar é melhor perguntar no balcão, quando levantar os bilhetes...boa noite e obrigada!"

Fomos ao cinema, não apresentamos qualquer documento, só pagamos um bilhete...e continuamos casados, estranhamente sem apelidos em comum! 

sábado, 1 de dezembro de 2012

Coisas que só me acontecem a mim!

Estes dias fui buscar o meu Cartão de Cidadão...sim, finalmente deixei o bom e velho e grande B.I. Já no Registo Civil cá da terrinha, aproximo-me do guiché, após chamarem o número da minha senha! 
"Nome, por favor..."
Busca incessante nas gavetinhas do arquivo...Nova busca incessante nas gavetinhas do arquivo...
"Tem a certeza que ficou de vir levantar o cartão aqui?"
"Sim! Tirei-o aqui...vim buscá-lo aqui..."
"Se calhar é melhor ver nos sítios onde não era suposto estar...às vezes..."
Busca pelas gavetinhas onde não tinha procurado ainda...
"Ah! Está aqui menina Su...no meio dos homens!"
"Pois...mas olhe que não sou homem! Garanto-lhe!" 
E assim se apanha uma vergonha, à conta da incompetência alheia...bida!

É hora...

...de começar o Natal cá em casa! 
Porque há tradições que são para manter!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Andei aqui a pensar...

Andei aqui a pensar...e se isto a que chamamos vida não passasse de uma série famosa, que já vai na temporada 2012, bem ao género Dallas? E se Deus anda a dar uma de produtor, e os anjos não passam de uma boa equipa de escritores, que inventam personagens e enredos atrás de enredos? 
Por vezes, penso que esta vida se assemelha, em muito, a um qualquer enredo, que vemos em séries de televisão ou em novelas. Há acontecimentos inacreditáveis, imprevisíveis, apaixonantes, decepcionantes...para todos os gostos! 
Quantas vezes não me sinto tal como uma personagem, à mercê das decisões alheias, sem controlo da minha vida? 
Haverá um público que ri com as nossas patetices, sofre com os nossos desgostos e torce pelos nossos sucessos? 
Que tipo de personagem serei? Qual o meu papel, neste enredo tão complexo? 


Dia #12: Para que não haja confusões!

Aula ao 1º ano, introduzindo o tema "Toys"

"Hoje vamos começar a falar de um tema que está de certa forma relacionado com o Natal..."
"Oh professora, mas eu não posso ouvir isso, que eu não sou Testemunha do Natal! Sou Testemunha de Jeová!"
"L. só vais aprender o nome de brinquedos em inglês...não sou professora de Educação Moral e Religiosa...!"

Posto isto, estou a ver que vou ter de trabalhar dobrado...já que a criança vem bem ensaiada de casa!

Dia #11: Uma questão de perspetivas...

De manhã:
"Professora, a água do rio está quentinha!"
"Achas? Com este frio? Deve estar gelada!"
"Não, não professora! Eu vi! Está quentinha! Até deitava fumo..."

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Ódios de estimação em atraso...

Esta semana nem tive tempo de odiar a segunda...ela gosta de mim de tal forma que se manteve em espírito até hoje!
 Lucky me!

domingo, 25 de novembro de 2012

Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres

Sou da opinião que uma mulher quando casa, ou quando entra num relacionamento, acredita que aquela pessoa é a tal. Acredita que aquela pessoa a vai fazer sentir única, especial e amada. Acredita que aquela pessoa é a ideal para formar uma família. 
Não gosto de ouvir pessoas dizerem que se juntam em vez de casarem porque depois é mais fácil para separar...bolas! Mas juntar os trapinhos não implica comprometimento? Não significa partilhar uma vida com outra pessoa? E se estão já a pensar na separação...porque dar o passo em frente? Porquê juntar? É demasiado complexo para o meu entendimento, confesso...
Não creio que existam casamentos ou uniões perfeitos. Todos os casais têm os seus momentos...mas efetivamente a violência doméstica é algo que não consigo perceber! Não concebo que um homem ache que a mulher é sua pertença. Logo é-lhe permitido subjugar aquela que ludibriou para uma vida, que nunca teve intenção de lhe dar. Não consigo entender como uma mente pode achar-se no direito de agredir o seu par, consequentemente, dia após dia, achar que tem motivos para isso e que ela merece. Faz-me nojo pensar que bate, ameaça e humilha e no dia seguinte pede desculpa...como se tivesse necessidade de lançar a mulher na esperança da mudança, para depois, umas horas mais tarde destruí-la por completo, arrastando-a para mais agressividade, humilhação e mais do mesmo. 
Uma mulher que passa por este tipo de inferno é sem qualquer sombra de dúvida uma SUPER MULHER! E ela, de certeza, que também já proferiu frases como as que proferimos nós, que não somos agredidas..."eu até o matava!" "a mim não me batia!" " o meu marido não era capaz de me fazer isto nunca!"...até ao dia em que acordou para uma realidade diferente da que imaginava estar a viver.
A violência doméstica tem de ser denunciada! Como é possivel dormir descansada, sabendo que a vizinha levou uma sova? Como é possível no dia seguinte dizer bom dia a tamanho animal, como se fosse o mais comum dos homens? As mentalidades têm de mudar! O ditado "Entre marido e mulher não se mete a colher" está mais do que ultrapassado, no que respeita à violência!