Há noticias que me deixam absolutamente perplexa, com o estômago embrulhado, tal não é o nojo e a raiva que me provocam! Hoje, ao ler o jornal, deparo-me com a notícia de uma mulher ( a notícia denominava-a de mãe, mas julgo que não merece tal designação) que escondeu uma gravidez, para camuflar infidelidade ao companheiro paraplégico, e que matou o bebé assim que nasceu, num tanque vizinho. Cada facto é pior que o anterior, para mim. Já não bastava enganar o companheiro, agarrado a uma cadeira de rodas, mas teve de fazer toda a gente de parva, afirmando que não estava grávida, quando confrontada com insinuações ao tamanho da sua barriga, e, como se todo este mal não bastasse, tem um filho, que MATA, como se de uma barata indesejada se tratasse... Fico sem palavras com estes actos. Fico sem chão! Sei bem a que sabe a angústia de não conseguir ter filhos e a revolta de ver maltratar quem os tem. Sei que o mundo está a perder os seus valores a cada dia que passa, mas descartar-se de um filho, porque não se teve o mínimo de juízo é de facto assustador. Mas, se calhar, a senhora, chamada mãe, alega insanidade momentânea e fica sujeita a termo de identidade e residência e umas idas ao psiquiatra, que a denominará de vítima de uma sociedade demasiado dura, que exigiu demais desta mulher, confinada a tratar de um paraplégico, sem direito a prazeres carnais, prazeres esses que nos são inatos, logo necessários...coitada...
Ser Mãe não é amar incondicionalmente e proteger eternamente?