leram-me

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Onde estás, eu?


Não me sinto eu...não me sinto eu há um bom par de meses...e não sei bem o que fazer para me voltar a sentir de novo. 
Há situações que nos tiram o chão...eu não sou exceção e também as tenho, mas não queria estar sempre a comprovar este facto. Queria conseguir encontrar o equilíbrio positivo de que tanto falam...mas no meu caso em particular acho que era mais provável encontrar um unicórnio no velho poço do meu avô! 
Falta-me um bocadinho assim...mais pequenino que um danoninho... para poder começar a ser feliz por inteiro e não acredito que, sem esse pedacinho, seja algum dia possível me sentir eu...equlibradamente positiva, como se quer! 

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Matias


O sábado acordou solarengo...um pouco tímido, mas aquecendo as almas e o rostos cansados de tantos dias de chuva cinzentona. Um miado estridente entrava pela casa, sem pedir licença, sem usar a porta...vinha pelas paredes, pela fechadura...pelas vidraças quentes de sol! Um gatinho perdido e assustado procurou abrigo num motor do carro do vizinho...e como qualquer gato que se preze, não sabia como sair! Quando o capô se abriu, qual flecha, desapareceu, disparado pela rua. Mas era apenas um bebé...com frio, perdido e assustado. Voltou para outro carro e miava tão alto que não deixava ninguém indiferente. Desta vez estava preparada e a abertura do capô deu lugar a um colinho. Ainda tentou fugir, mas escolheu aninhar-se no colo quente...e ficou! 
Chamamos-lhe Matias...e parafraseando um filme que tanto gosto: "Ainda agora te conheci e já te adoro!"

sábado, 5 de outubro de 2013

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Vamos fazer amigos entre os animais!

Desde que me lembro que tenho animais em casa! Chegam com a desiganção de animais de estimação, mas rapidamente passam a muito mais do que isso...são família!
A primeira a chegar lá a casa foi a Kelly...assustada, desdentada e cheia de "rastas". Era muito maltratada pelos filhos do dono e, o papá, de quem herdei o imenso AMOR e respeito a todos os animais (de 4 patas), num acesso de raiva e pena da cadelinha, lá ganhou coragem...e pediu ao dono se lha dava, prometendo que a trataria muito bem! Deu-lhe um banho, foi mordido e, com a paciência que só ele tem, tratou-lhe das rastas...com uma agulha de coser lã, imagine-se! Ela, parecendo compreender, lá deixou!  Ficou um encanto! Agora parecia mesmo uma Yorkshire! Foi uma companheira de vida, sempre presente para todos nós lá em casa! Muito agradecida pela nova oportunidade que estava a ter na vida. O prometido ao dono foi cumprido até aos seus últimos dias! Acho que jamais terei uma companheira como a Kelly...tão doce e meiga!
Quando a Kelly adoeceu, e já adivinhando o desfecho desta história, arranjamos a Kalú! Era da mesma raça...mas na verdade o que ela era realmente era "raça pistola"! Como era doida este pedaço de amor! A Kelly nunca lhe passou confiança, mas à noite lá aconchegava a pequenota e dormiam juntas! A Kalú, tal como todos lá em casa, sentiu muito a falta da sua velha companheira. Mas continuou, vida fora, resmungona, defensora do papá e louca, como só ela!
Tinha chegado a hora de começar a minha própria família. Falei na hipótese de levar a Kalú para a minha nova casa, mas deixei de imediato a ideia de lado, pois ali é que ela era feliz. Foi então que adotamos a Leonor. Uma gatinha siamesa, de olhos tão azuis que hipnotizavam qualquer um...tinha perdido a mãe num atropelamento. Faltavam ainda umas semanas para casarmos mas não conseguimos dizer que não! Nesse mesmo dia, em conversa com o animador do nosso casamento, soubemos que também eles tinham uma gatinha bebé...mas infelizmente iam dá-la a um abrigo, pois não tinham tempo para ela. Num momento de loucura fomos buscá-la e foi assim que a Leonor ganhou uma irmãzinha...a Marta! Uma completamente desvairada, aventureira e descarada e a outra mais medrosa, embora curiosa...mas ambas extremamente doces e cheias de amor para dar!


No decorrer destes 6 anos em comum, a Kalú juntou-se à Kelly...e a Leonor desapareceu, deixando as nossas vidas mais tristes! 
No entanto, e em jeito de homenagem, quero lembrar apenas o que de bom ficou destas relações de amor incondicional...quero lembrar a dedicação de cada um destes companheiros, destes membros da nossa família que tanta risada me fizeram dar e tanta lágrima me lamberam da cara! Assim é o verdadeiro amigo: está lá para rir connosco...mas é o primeiro a limpar-nos as lágrimas! 
Obrigada a cada uma por encherem a minha vida de alegria!

Que bom seria se todos respeitássemos e aprendessemos com os animais! 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Estranhezas

Há coisas que, por mais que tente, não consigo compreender! 
Ontem, no programa da tarde da Fatinha (estou desempregada e o tédio faz destas coisas...), vi...não uma mas...duas mulheres a dar de mamar aos filhos em direto! O que se passa com as mulheres que acham que a dada altura da vida não faz mal "sacar" das mamas e expô-las para toda a gente ver? E não me venham com a história de que é diferente e é um ato natural...ir à casa de banho também é e ninguém arreia as calças em programa nenhum! Podem até atirar-me com a máxima "Não és mãe, não entendes!"... É certo que não sou mãe, mas duvido que quando for deixe de pensar da forma que penso. Não é por ter um filho que me acho no direito de mostrar as mamas em público. Não gosto de ver e não partilharia um ato tão lindo e tão mas tão pessoal com estranhos...venha quem vier! 

Amanhã...


quarta-feira, 2 de outubro de 2013