leram-me

sábado, 28 de julho de 2012

Vizinhos para troca - parte 2

Pois é...se algum dia acharam que estava a exagerar quando falava dos meus vizinhos...think again! Lembram-se disto? Vivo num bairro, onde as casas são todas juntas. Há um pequeno pátio na frente e outro maior nas traseiras. O das traseiras não tem visibilidade, de umas casas para as outras (graças a Deus!), mas o da frente tem...
Estes dias, ia sair para jantar, e deparo-me com uma visão no mínimo peculiar! Com o rabo virado para o meu pátio (da frente...virado para a rua...onde passam pessoas...), estava o neto (mais velho!!!!) da minha vizinha. Até aqui nada de peculiar...não fosse o rapazola estar com os calções para baixo, a fazer o belo do xixi, para o canteiro da avó! Isto nem a um metro da porta da entrada e a outro da rua! Nojento! Ao deparar-me com aquilo, nem sequer consegui sussurrar "Mas que grande porcaria!"...ele olhou para trás, voltou a olhar para a frente...acabou o xixi e entrou...não pela porta, que estava escancarada, mas pela janela, forçando o estore! 
Vá, tenham lá dó de mim, que vivo rodeada de Cro-Magnons...

Se...

"se eu tivesse um mundo só meu, tudo seria absurdo. nada seria o que é, porque tudo seria o que não é. e o contrário: o que é não seria e o que não é, seria. percebes?"
- Alice no País das Maravilhas :)

(como eu queria um mundo só meu...)

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Eduardo Mãos de Tesoura



Na minha adolescência vi este filme vezes sem conta...tantas, que decorei algumas partes! Foi nessa altura que me "apaixonei" pelo Johnny Depp! Ontem foi dia de rever esta história própria para fantasy freaks...

Civismo...ou a falta dele...

Quem me conhece sabe que há coisas que só me acontecem a mim...é a mais pura das verdades. Hoje, não fosse uma bela de uma segunda feira, fui até à cidade, ver os saldos e desafiar as fortes probabilidades de me acontecer algo. Não havia lugares para estacionar. Depois de muito procurar lá encontrei um lugar. Ora, este parque, sobejamente conhecido pela quantidade imensa de arrumadores e filas de carros estacionados a meio da faixa de rodagem (como se uma linha contínua se tratasse), está sempre à pinha por ser gratuito (o tanas, que o arrumador está lá!). Bem, lá ia eu, na "faixa" da esquerda, quando, através de um espaço na "linha contínua", vejo um carro a sair de um lugar, do lado direito. (Lembro que não há duas faixas...apenas uma faixa larga...separada por carros estacionados a meio). Dei o pisca, apontei o carro para lá e esperei que a senhora recuasse. De repente um carro aparece e dá pisca para estacionar. Posso ser muita coisa, mas ainda não sou transparente. Como tal avisei o senhor, cheia de bons modos: "Olhe, eu já estava aqui a dar pisca para estacionar..." . Resposta do cretino senhor: "Pois...mas eu estou deste lado!" Fiquei boquiaberta. Olhei para o carro e vi três crianças. Tive de falar, pois as palavras já me saíam pela boca fora. "Muito parabéns pelo seu civismo! Está a educar muito bem os seus filhos!" 
E como Deus não dorme, do "meu" lado lá saiu um carro e eu pude estacionar.  
A falta de civismo está em alta! Não há respeito por nada nem ninguém. Não há princípios nem valores. É a lei do mata-esfola. Quando voltei para o meu carro, sem ver saldos nenhuns (confesso que a rebaixa no civismo me deixou desorientada) reparei que o cretino senhor conduzia uma bela viatura com matrícula suiça. Ora eu, que até já estive na Suiça, sei que o civismo faz parte da cultura deste país. E estes patêgos em vez de aproveitarem o facto de estarem noutro país e aprenderem a ser melhores cidadãos, não...envergonham-me do povo tão pouco cívico que somos...

Não incomodar!


E acham que isto à segunda pega?? Claro que não...

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Desemprego é crime?

Ok...eu sei que há muita boa gente que se alambaza ao subsídio de desemprego e aproveita para fazer férias prolongadas vá-se lá saber como, já que o valor do subsídio é aquela fortuna, mas sinto-me uma verdadeira criminosa, a cumprir termo de identidade e residência, ao ter de me apresentar, quinzenalmente, na junta de freguesia! Parece que vamos fugir...e mais valia, que isto por terras de Portugal já deu o que tinha a dar...

terça-feira, 17 de julho de 2012

O (triste) estado da Educação

Que a educação em Portugal anda pelas ruas da amargura, não é novidade para ninguém...mas ter a certeza de que um professor nada é mais do que um número, sem valor absolutamente nenhum, descartável e sempre, sempre substituível é uma conclusão demasiado triste...
Passou-se do 8 para o 80 e a figura do professor passou a ser desprezada. Deixou de ter qualquer tipo de autoridade para dar lugar ao faz-tudo: educador, professor, (muitas vezes) pai e mãe, confidente, amigo, funcionário administrativo, "boneco" na mão da Administração...sem ser reconhecido pelo seu trabalho. 
Eu ainda sou contratada o que significa que não tenho direito sequer a pensar no oásis "estabilidade". Não tenho direito a férias no verão, pois são gozadas nas interrupções lectivas. Não tenho calma até ao fim de Agosto, altura em que o meu futuro (no que diz respeito aos meses seguintes) é decidido. Todos os finais de Junho passados no Centro de Emprego, a mendigar para receber a "migalha" a que tenho direito, mas que o Governo teima sempre em complicar (para depois dar tudo e mais alguma coisa a ciganos e imprestáveis, que fazem tudo menos trabalhar...). Já pensei muitas vezes em mudar de carreira...mas adoro demais o que faço para ter a coragem suficiente de lhe virar as costas. 
Ontem soube que um colega foi dispensado, porque reestruturaram as turmas. Porque turmas de 19 eram  demasiado pequenas...e o ideal é 25...ou 30...com vários níveis juntos...isto dito por alguém que nunca pôs o rabinho numa bela de uma sala de aula, mas tem o poder de decidir o triste estado em que está a educação, neste belo jardim à beira mar plantado! Não importa que a pessoa seja a mais dedicada, e não só ao nível da sua profissão (que isso para mim faz parte), mas que dê tudo de si em todos os projectos e mais alguns, que gaste do seu tempo pessoal em prol do bem dos seus alunos...nada disso importa minimamente! Nem sequer a continuidade pedagógica...nada...
E é triste concluir que por mais que façamos nunca vai ter peso algum...




segunda-feira, 16 de julho de 2012

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Ai, que nervos!

Se há coisa capaz de me tirar do sério é a falta de responsabilidade, o desresponsabilizar-se só porque sim! Mas, pior ainda, é esta minha mania incrivelmente estúpida de querer remendar o que não tem qualquer tipo de emenda...é que no final, quem se lixa é sempre o mesmo mexilhão!

Uma questão de educação

Nos últimos dias muito se tem dito acerca da falta de educação dos nossos governantes. Eu cá, depois de analisar bem a situação, acho que o Relvas está certo (ironia ao mais alto nível!). Tenho-me deparado, onde quer que vá, com um desprezo total pela língua portuguesa. Parece que, de repente, se deixou de saber escrever! E não me venham para aqui com tretas de que é da falta de hábito, esquecimento ou o diabo a quatro. Para mim, saber escrever é uma dádiva tão grande...devia ser tratada como tal até ao fim da vida e não desprezá-la assim que se deixa de ir à escola! É triste ver erros tão básicos! Assim sendo, vou dar umas dicas, se assim me permitirem: por exemplo "Voçes" - o c ao lado do e e do i já tem som de ss, por isso não tem cedilha. "Heis" -  este nem sei onde o foram inventar, pois o h não faz lá nada a não ser um tremendo erro. "Falas-te" - erro mais que comum...e que basta colocar um "não" antes da palavra para ter a certeza se há erro ou não. Se ela sofrer alteração, leva hífen...se não, não leva - "levaste o lixo?" ou "levas-te o lixo?" (negativa - "Não levaste o lixo." Não sofre alteração, logo a palavra não tem hífen. "Lembras-te de mim?" ou "lembraste de mim?" - (negativa -  "Não te lembras de mim?"  Verifica-se uma separação na negativa, logo a palavra tem hífen.) Aprendi isto na primária e nunca mais me esqueci. Sei que a minha profissão me aguça a veia correctora, mas aparte disso, penso que deveria ser um orgulho para todos sem excepção, saber escrever correctamente! Estarei certa ou errada?

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Assim está melhor, Parfois...

Hoje fui deixar as minhas sandálias e falar com o boss...diz-me ele:
"Bem, menina...deixe-as ficar que eu mando arranjar! Mas vai ser à minha custa, que a Parfois não assume este tipo de reclamações. O prejuízo vai ser meu..."
" E queria o quê? Que fosse meu?"

terça-feira, 10 de julho de 2012

Mau, mau, Parfois!

Na semana passada, num desses dias que mais valia ter ficado em casa, fui à Parfois e saí de lá com umas lindas sandalinhas, que até serviram para me animar, já que me contento com pouco! Ora até aqui, tudo bem! 
Hoje, com as ditas sandálias nos pés, e bem a meio de um café com uma amiga, reparo que as malditas se estão a desfazer! Verdade! Nem uma semana, portanto! De imediato fui à loja queixar-me do sucedido...ambas as solas a desfazer ao fim de nem uma semana é obra! E nem andei com elas todos os dias...
"Ah menina, por acaso a Parfois não aceita reclamações nem de calçado, nem de bijuteria!"
"Ai não? Então aceita reclamações de quê?"
"Das malas..."
"Pois...mas vai aceitar das sandálias...mais não seja por escrito! Amanhã passo cá...e só porque não quero ir descalça embora!"

Não aceitam reclamações? A ver se não aceitam...

quinta-feira, 5 de julho de 2012

A força das palavras (parte II)

Correndo o risco de me repetir, acho que as palavras (bem como os actos) têm uma força incrível! São capazes das maiores tempestades emocionais...podem elevar-nos ao nosso auge, mas também conseguem nos arrasar por completo! Gostava de ter a capacidade de ignorar algumas dessas palavras...e actos...para poder viver mais feliz! Contudo, fazemos sempre conjecturas...e grande parte das vezes elas saem-nos furadas! E lá vamos nós, uma vez mais, encontrar apoio no chão, que nos recebe, fazer força (vinda sabe Deus de que parte) e erguer novamente a cabeça e sorrir...mesmo com o coração despedaçado...

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Um ano...

Faz hoje um ano que partiste...tantos dias sem te ouvir, sem te ver ou te sentir! Tantos dias a poder unicamente pensar em ti e na falta que me fazes. O teu relógio continua pousado na minha prateleira, para me lembrar das horas, que passam a voar...ao lado, a caixinha de beijinhos que te ofereci num Natal. Será que usaste algum? Estarão a fazer-te falta? Queria tanto dar-te um e dizer-te que te amo...

segunda-feira, 2 de julho de 2012

...e viveram felizes para sempre!

Julho não podia ter começado da melhor maneira! 
O dia 1 foi o escolhido para a celebração da mais bela história de amor que conheço! Foi um dia cheio de momentos inesquecíveis, carregados de um carinho ímpar! 
Um verdadeiro conto de fadas, que começa agora o seu "..e viveram felizes para sempre!"
(porque ainda há pessoas que foram inquestionavelmente feitas uma para a outra)

Ódio em duas frentes

É um sentimento recíproco...