leram-me

segunda-feira, 12 de março de 2012

Categoria: Estavas bem era caladinho #3

"Olááááááá...há quanto tempo! Estás gordinha..."


Coerência e água benta, cada um toma a que quer!


Chamam-me pessimista, derrotista...dizem que tenho de pensar positivo, que pensamentos bons atraem coisas boas, que querer é poder...
Na mais dedicada introspecção, até ponho a hipótese de mudar o meu ser pessimista e derrotista...se calhar tenho de pensar em coisas boas, para coisas boas acontecerem...se calhar têm razão!
Mas depois, lá do alto da sua incoerência, as mesmas pessoas que me dizem que querer é poder, dizem-me que tenho de parar de querer para poder! Ora bolas...mas isto é assim? Dois pesos e duas medidas, dependendo do assunto? Isso de ser positivo, zen e sempre de bem com a vida não pode ser para mim...ia-me complicar o sistema de sobremaneira....tinha de tomar anotações e decorar quando é que se pode querer para poder e quando se deve deixar de querer para acontecer...

Volta, sexta, que estás perdoada!

É segunda feira...yeah
Suei o fim de semana inteiro... yeah
Desses dois dias nem visão!
Alguém me arranje um fim de semana bom, bom, bom, bom
JÁ, JÁ, JÁ, JÁ!!!!!

E lá vem ela...

(Podes vir, mas vê se não me chateias muito que não ando para te aturar!)

sexta-feira, 9 de março de 2012

Sexta-longa-feira







Dai-me paciência e um belo paninho para a embrulhar...para conseguir aguentar esta sexta, que mais se assemelha a uma longa metragem do Manoel de Oliveira...oh bida!

Danças...



Com vontade de tirar as sapatilhas... cansada de me equilibrar nas pontas dos pés, que já estão mais doridos que a própria dor...Farta da rigidez, da postura perfeita, de fazer o correto. Quero dançar outras danças...mais libertas, relaxadas...quero dançar ao ritmo do sentimento...da minha música...

E porque o dia da mulher é todos os dias...

Li este texto no sítio das Crónicas Rosa Cuequinha e não pude deixar de partilhar com todas vós a sapiência de alguns homens, a sua capacidade de observação e, mais importante que isto tudo, a sua enorme capacidade de admiração, por nós, mulheres!


"Tratam-nos mal, mas querem que as tratemos bem. Apaixonam-se por serial-killers e depois queixam-se de que nem um postalinho. Escrevem que se desunham. Fingem acreditar nas nossas mentiras desde que tenhamos graça a pregá-las. Aceitam-nos e toleram-nos porque se acham superiores. São superiores. Não têm o gene da violência, embora seja melhor não as provocarmos. Perdoam facilmente, mas nunca esquecem. Bebem cicuta ao pequeno-almoço e destilam mel ao jantar. Têm uma capacidade de entrega que até dói. São óptimas mães até que os filhos fazem 10 anos, depois perdem o norte. Pelam-se por jogos eróticos, mas com o sexo já depende. Têm dias. Têm noites. Conseguem ser tão calculistas e maldosas como qualquer homem, só que com muito mais nível. Inventaram o telemóvel ao volante. São corajosas e quando se lhes mete uma coisa na cabeça levam tudo à frente. Fazem-se de parvas porque o seguro morreu de velho e estão muito escaldadas. Fazem-se de inocentes e (milagre!) por esse acto de vontade tornam-semesmo inocentes. Nunca perdem a capacidade de se deslumbrarem. Riem quando estão tristes, choram quando estão felizes. Não compreendem nada. Compreendem tudo. Sabem que o corpo é passageiro. Sabem que na viagem há que tratar bem o passageiro e que o amor é um bom fio condutor. Não são de confiança, mas até amais infiel das mulheres é mais leal que o mais fiel dos homens. São tramadas. Comem-nos as papas na cabeça,mas depois levam-nos a colher à boca. A única coisa em nós que é para elas um mistério é a jantarada de amigos – elas quando jogam é para ganhar. E é tudo. Ah, não, há ainda mais uma coisa. Acreditam no Amor com A grande mas, para nossa sorte, contentam-se com pouco."

Rui Zink, in "Jornal Metro"

quinta-feira, 8 de março de 2012

Feliz Dia, Mulheres!


Ser mulher é ser mais forte do que se aparenta. É ser capaz de fazer mil tarefas, ao mesmo tempo, com sucesso. É conforto. É verniz e baton. É rosa, e azul, e amarelo e laranja. É ser mãe. É cuidar, dos outros primeiro, depois de si. É altruísmo. É companheirismo. É dádiva. É lágrima fácil e resistência. É abraço apertado, é carência, é mimo. É resolução, é encontrar solução, é fazer o difícil parecer fácil. É olhar profundo, é sexto sentido, é fragilidade e força combinados num só. É salto alto, é sapatilha, é sabrina e galocha. É ternura, é emoção. É determinação, é luta diária. É acreditar que se pode vencer quando tudo parece perdido. É pele macia, é cabelo cheiroso. É ser única. É ser especial.

Não precisamos de um Dia Internacional da Mulher. Mas temo-lo por direito! Devemos celebrar sem falsas modéstias, o quão incríveis somos...porque o somos, sem qualquer margem para dúvidas!

Homenagem às mulheres

"Só quando os homens chegam a uma certa idade é que podem dizer com certeza que as mulheres são melhores do que eles em tudo - mesmo na bola, a carregar pianos, a lutar com jacarés ou nas outras coisas em que ganhávamos quando éramos mais novos e brutos e fortes.

Quando se é adolescente, desconfia-se que elas são melhores.
Nos vintes, fica-se com a certeza.
Nos trintas, aprende-se a disfarçar.
Nos quarentas, ganha-se juízo e desiste-se.
Nos cinquentas, começa-se a dar graças a Deus que seja assim.
Os homens que discordam são os que não foram capazes de aprender com as mulheres (por exemplo, a serem homenzinhos), por medo ou vaidade ou estupidez.
Geralmente as três coisas.

Desde pequenino, habituei-me que havia sempre pelo menos uma mulher melhor do que eu. Começou logo com a minha linda e maravilhosa mãe, cuja superioridade - que condescendia, por amor, em esconder de vez em quando - tem vindo a revelar-se cada vez mais. As mulheres são melhores e estão fartas de sabê-lo.
Mas, como os gatos, sabem que ganham em esconder a superioridade.
Os desgraçados dos cães, tal como os homens, são tão inseguros e sedentos de aprovação que se deixam treinar.
Resultado: fartam-se de trabalhar e de fazer figuras tristes, nas casas e nas caças e nos circos.
Os gatos, sendo muito mais inteligentes, acrobatas e jeitosos, sabem muito bem que o exibicionismo vai levar à escravatura vil.

Isto não é conversa de engate. É até um tira-tesões. Mas é a verdade. E é bonita."
by Migues Esteves Cardoso

quarta-feira, 7 de março de 2012

Dia 60: Afetos rotineiros

"Teeeeeeeeaaaaaaaacheeeeeeer!!!!!"(batalhão de ex alunas a correu ao meu encontro) 
"Que lindas meninas!" (esmagada pelo abraço de grupo)
"Já viste professora, somos sempre as mesmas a vir gostar de ti!" (orgulho desta rotina)

terça-feira, 6 de março de 2012

Reflexão tonta #4

...e como sabe bem, depois de um dia (sempre demasiado comprido) de trabalho...

100 anos


É uma idade respeitável...Contudo, querida Oreo, continuas deliciosamente tentadora!

Que mundo este!

Admirável Mundo Novo, por Manuel António Pina, in JN, a 5 de Março, 2012


"Dois eticistas as universidades de Melbourne e Oxford defendem no "Journal of Medical Ethics" que matar recém-nascidos é eticamente justificável pelos mesmos motivos, incluindo motivos "sociais" e "económicos", por que se permite o aborto.
Gente respeitável como Peter Singer havia já admitido, em nome do mais radical neo-utilitarismo moral, o direito a matar recém-nascidos deficientes profundos cuja sobrevivência fosse expectavelmente origem de infelicidade para o próprio e família.
Ninguém tinha ido ao ponto (até os mais primários pós-benthamianos reconhecem, em geral, limites à mera aritmética do sofrimento-prazer e infelicidade-felicidade) de justificar a morte de bebés saudáveis com "os encargos sociais, psicológicos e económicos" que os pais suportariam com eles.
Fizeram-no agora os autores do ominoso artigo do "Journal of Medical Ethics", alegando que o bebé não é "ainda" uma pessoa no sentido de "sujeito de um direito moral à vida" pois não tem ainda "expectativas".
Fica aberta a larga porta da Ética para que velhos, doentes incuráveis e, porque não?, reformados ou desempregados sem hipótese de regresso ao mercado do trabalho, que não são "já" pessoas pois deixaram de ter "expectativas", possam ser abatidos de modo a poupar "encargos" à família e ao Estado.
Não há-de ser difícil justificá-lo, como fez a dra. Ferreira Leite com os idosos dependentes de hemodiálise e sem meios para a pagar."

Não podia deixar de partilhar este texto. Para onde estaremos a caminhar? Será que vamos continuar a encontrar justificações para tudo o que fazemos de mais indescritível? Será que vamos continuar a catalogar como dispensáveis todos quantos nos parecerem elimináveis, um fardo, um encargo extra? Será que vamos deixar de ter valores (já tão raros hoje em dia) por completo, passando a eliminar tudo o que não nos apetece? O que virá a seguir? A criança não tem olhos azuis, cabelo aos caracóis, tem um sinal inestético...justifica-se matá-lo, porque afinal, ainda não é uma pessoa, não tem expectativas? Agora não me dá jeito nenhum ter mais uma boca para manter, por isso é melhor matar? Quando acho que o ser humano bateu no fundo e não tem limites...lá aparece outro limite para a sua brutalidade, inumanidade...Bravo a estes senhores eticistas, cujos pais os receberam, apesar do encargo que deram com toda a certeza, tornadas pessoas do mais alto gabarito, pelas suas excelentes expectativas! Bravo pelo enorme ego que têm...por se acharem no direito de opinar sobre "não pessoas" e sobre o seu direito ou não à vida...bravo pela visão de futuro! Bravo por saberem de antemão que estas não pessoas serão motivo de infelicidade para as famílias...bravo por serem tão infinitamente éticos que consideram que cortar o "mal" pela raiz é o mais acertado...afinal não se trata de pessoas...se assim fosse seria com toda a certeza diferente! Será que estes senhores teriam a coragem de denominar de não pessoa e, eliminá-la à nascença, um filho seu? Se calhar...

Dia 59: Papá?

(Trabalho sobre a descrição física de pessoas famosas)





"Teacher, eu fiz sobre o Manuel Luís Goucha, porque quando eu era pequenina chamava-lhe papá... (Boca aberta...a minha!)... oh teacher, eu via-o mais vezes do que via o meu pai!" (Boca ainda aberta...a minha!)

Semana da Leitura

Esta semana decorre, no agrupamento onde trabalho, a III Semana da Leitura. Hoje foi a minha vez de partilhar uma história com os mais pequenos do Jardim de Infância. Um livro é um tesouro imenso, um lugar encantado,  um presente que se pode abrir vezes sem conta, que nos permite viajar sem sair do sítio, um motivo para partilha de momentos, de sensações... Adoro deixar-me encantar pela capa, sentir o toque de cada folha, cheirar o papel debaixo dos meus dedos, tomar anotações nas margens, deliciar-me com as ilustrações...

segunda-feira, 5 de março de 2012

Reflexão tonta #3






Gente estúpida é puro desperdício de oxigénio... (claro como a água!)

Nota mental #2





Marreta que é marreta não é de confiança...é só marreta! Especialmente aquele que se faz passar por médico!

Foi bom...mas acabou-se!

Domingo tinha de ter defeito...a segunda vem de mansinho e, quando damos conta...já cá está! Ora bolas!